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Vamos ajudar

http://www.mensagemespirita.com.br/chico-xavier/ad/prece-pelo-nosso-pais-chico-xavier

Estamos na comoção nacional
Que atinge todos os Estados Brasileiros,
Assim, pedimos aos queridos companheiros,
Unir os nossos corações,
Em nossas sinceras orações
Pela felicidade do País.

Assim, vamos orar em nossas preces tradicionais:

Pai Nosso que estais nos Céus,
Santificado seja o vosso nome,
Venha a nós o vosso Reino,
Seja feita a vossa vontade,
Assim na Terra, como no mar e nos céus,
O pão nosso de cada dia
Dai-nos hoje, Senhor,
Perdoai as nossas dívidas e faltas,
Como perdoamos aos nossos devedores
E não nos deixeis cair em tentação
E livrai-nos do mal, de todos os males,
Assim seja, com JESUS e por JESUS!

Ave Maria,
Mãe de Jesus
Cheia de Graça,
Bendita seja entre as mulheres,
Bendito seja o fruto divino do vosso Divino Ventre
Que nos trouxe JESUS.
Assim seja, com JESUS e por JESUS.

O Senhor abençoe as nossas orações
Pela tranquilidade de nossas legiões.
Assim seja!...
.Bezerra de Menezes

Rogativa

Que os nossos dirigentes nos mantenham,
O pão e a paz, o amor e a luz,
E assim trabalharemos e serviremos
Na abençoada Doutrina de Jesus!...
.Maria Dolores

(Página recebida pelo Médium Francisco Cândido Xavier, em reunião pública, na noite de 3/10/1998 no Grupo Espírita da Prece – Uberaba/MG.

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Nosso Centro Espírita Virtual, você poderá frequenta-lo de qualquer ponto do planeta.

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Teremos toda semana "O Culto do Evangelho no Lar, sempre às Quinta-feira, às 20:00 horas, quando nos reunimos e esperamos contar com sua visita e poderá fazer suas observações e mesmo solicitar radiações para pessoas necessitadas que serão assistidas.

Começaremos em nosso lar, com oração inicial, assistiremos um vídeo com palestra sobre "O Evangelho Segundo o Espiritismo e no final, todos nós internautas faremos oração para pessoas necessitadas que nos solicitam ajuda. Se puder use nosso formulário e envie sua mensagem.

Desde já, muito obrigado a todos que desejarem participar.

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sexta-feira, 23 de dezembro de 2016

Repensar os centros espíritas. De Paulo à atualidade

áudio acesse: https://soundcloud.com/web-r-dio-esp-rita/criticas-do-papa

Repensar os centros espíritas. De Paulo
à atualidade

Recentemente trabalhamos em conteúdo relacionando ações do Cristianismo primitivo e do Espiritismo e elaboramos dois livros: Epístolas de Paulo à luz do Espiritismo (1) e Centro Espírita. Prática espírita e cristã (2).
Como autor dos livros citados, podemos dizer que ambos se completam. Enquanto trabalhávamos no texto de Epístolas de Paulo, já pensávamos para, mais à frente, elaborar uma obra mais específica e direcionada às realidades dos centros espíritas. A título de reforço, no subtítulo do segundo livro, adotamos uma redundância: "espírita e cristã", e, no desenvolvimento, sempre procuramos uma fundamentação em versículos do Novo Testamento e, mais especificamente, nos textos do apóstolo Paulo.
No primeiro livro destacamos a essência moral das epístolas de Paulo, com interpretações fundamentadas nas obras de Allan Kardec e do espírito Emmanuel. A nosso ver, as ponderações das obras de Allan Kardec sobre o Cristianismo devem merecer nossas atenções, estudos e motivar inspirações. Entre outras, há a afirmação do Espírito de Verdade: “No Cristianismo encontram-se todas as verdades; são de origem humana os erros que nele se enraizaram.” (3)  
Paulo é uma referência marcante como trajetória de vida e por seus escritos históricos. Aliás, as primeiras epístolas surgiram antes da divulgação completa de cada um dos Evangelhos. Nos primeiros tempos havia apenas manuscritos esparsos dos evangelistas.
O ensino moral contido nas Epístolas e a simplicidade dos primitivos cristãos podem colaborar para as necessárias reflexões que devem ser feitas nos centros e no movimento espírita. O conteúdo básico das 14 Epístolas de Paulo é adequável ao movimento espírita, ao relacioná-lo com a Codificação Kardequiana e mensagens psicografadas por Chico Xavier. 
Traços dos princípios espíritas nas cartas de Paulo 
Nessas condições, o livro Epístolas de Paulo à luz do Espiritismo é inédito no âmbito da literatura espírita.
Nos textos de Paulo há traços preliminares dos princípios da Doutrina Espírita. Aos Romanos, como em outras cartas, ele enfatiza a compreensão de Deus, como Pai de todos, independentemente de nacionalidades. O Cristo é defendido como o Messias anunciado pelos profetas, embora não tenha sido reconhecido e aceito pelos judeus. Nas epístolas aos Coríntios, Paulo destaca os dons espirituais, refere-se ao "corpo espiritual" e relata sua vivência de adentrar o "terceiro céu". Defende a excelência da "caridade", melhor traduzida por vários estudiosos bíblicos  por "amor". Ao se dirigir a Filemon, Paulo aponta o perdão, a misericórdia e a reparação. A Epístola aos Gálatas é fortemente sugestiva para a mais ampla reflexão e avaliação sobre as “marcas do Cristo” – no sentido ético, moral e espiritual – em nossas vidas. Enfim, Paulo adota a ética e a moral apregoadas pelo Cristo, além de atuar como médium e de orientar práticas mediúnicas.
Daí a razão de Emmanuel tê-lo considerado "[...] o agricultor humano que conseguiu aclimatar a flor divina do Evangelho sobre o mundo"(4).
Na sequência, refletindo sobre as condições do surgimento dos primeiros grupos cristãos, e com base em registros históricos, lembramos  os impasses e as enxertias em textos e nas práticas que passaram a ocorrer nos três primeiros séculos, mesmo antes das organizações religiosas estabelecidas a partir do Concílio de Niceia (ano 325 d.C.).
Aí se torna oportuna a leitura da obra A esquina de pedra (Ed. Clarim, 1975), de autoria de Wallace Leal Valentim Rodrigues, que focaliza aqueles momentos iniciais do desenvolvimento do Cristianismo considerando a “pedra de esquina”, “a cabeça da esquina” e a “pedra preciosa de esquina” (5), e cita passagem registrada em Atos:  "Esta é a pedra que foi rejeitada por vós, os edificadores, a qual foi posta por cabeça de esquina.” (6)  
Paulo e sua discordância das propostas “judaizantes” 
Poucos anos após sua conversão, Paulo, o antigo doutor da Lei, visitou e optou em deixar a pioneira Casa do Caminho de Jerusalém, discordando das propostas "judaizantes", e iniciou sua grande tarefa de divulgador do Evangelho para a "gentilidade". Ou seja, não aceitou "pré-requisitos" prévios para a conversão ao Cristianismo.
Interessante é que quase dois milênios depois Chico Xavier optou em deixar a bem organizada Comunhão Espírita Cristã, de Uberaba, da qual foi um dos fundadores, e deu início a um novo, pequeno e simples ponto de referência: o Grupo Espírita da Prece, de Uberaba.
A partir dessas reflexões, trabalhamos na elaboração do novo livro sobre o centro espírita, fundamentado no codificador Allan Kardec e no Novo Testamento, mas temperando com nossas vivências e observações obtidas ao longo de 52 anos de atividades no movimento espírita em Araçatuba, São Paulo e Brasília, nas atuações em centros espíritas, na União das Sociedades Espíritas do Estado de São Paulo, na Federação Espírita Brasileira e no Conselho Espírita Internacional.
Dada a nossa trajetória espírita, desde o centro espírita - a base do Movimento - e com visão de união experienciada a partir do Estado de São Paulo, dentro da estrutura propiciada pela USE-SP, e tendo a oportunidade de conhecer e viver a realidade do movimento espírita de todas as regiões de nosso país - de dimensões continentais -, com uma grande diversidade de situações e de práticas, pensamos em contribuir com subsídios para o funcionamento dos centros espíritas, evocando premissas básicas que devem fundamentar o trabalho espírita. 
A excessiva formalização e escolarização na casa espírita 
Atualmente entendemos que há necessidade de se repensarem muitas recomendações que vêm sendo divulgadas e praticadas, com o objetivo de melhor adequarem-se os centros espíritas à diversidade de situações em que estão inseridos e de seus públicos-alvo.
É indispensável apoiar os centros espíritas atingindo-se os diferentes rincões do país e levando em consideração que, em sua maioria, são simples e de porte pequeno a médio.
Uma das questões cruciais é se criar espaço para o real acolhimento das pessoas que chegam aos centros.
Há necessidade de analisar, discutir e rever questões como a excessiva formalização e escolarização que ocorrem nos centros espíritas; a inadequação das propostas para crianças, adolescentes e jovens; um certo "engessamento" da mediunidade...
A título de ilustração e destacando trechos de Emmanuel: “A instituição de Antioquia era, então, muito mais sedutora que a própria igreja de Jerusalém. Vivia-se ali num ambiente de simplicidade pura, sem qualquer preocupação com as disposições rigoristas do judaísmo.” Em outro trecho, anota o autor espiritual: “A união de pensamentos em torno de um só objetivo dava ensejo a formosas manifestações de espiritualidade. Em noites determinadas, havia fenômenos de ‘vozes diretas’. A instituição de Antioquia foi um dos raros centros apostólicos onde semelhantes manifestações chegaram a atingir culminância indefinível. A fraternidade reinante justificava essa concessão do Céu.” (7)  
A proposta e a experiência de Mário da Costa Barbosa 
Em O Evangelho segundo o Espiritismo há uma recomendação do Espírito de Verdade que deve ser entendida e praticada na ordem em que houve o registro: "Espíritas, amai-vos, eis o primeiro mandamento; instruí-vos, eis o segundo" (8). Às vezes, tem-se notado - na prática - uma inversão desta recomendação.
Assim, não propomos estruturas organizacionais e atividades que poderiam ser caracterizadas como típicas de uma organização administrativa e doutrinária mais complexa. Temos pleno conhecimento de que boa parte dos centros não dispõem dos chamados "departamentos" nem teriam condições de recursos humanos para montá-los.
Os centros espíritas, sendo menos formais e mais voltados à solidariedade fraterna, devem ter preocupações a começar do ambiente dentro da equipe de trabalho e a recepção aos iniciantes e interessados.
O imprescindível é que se abram espaços para "treinamentos em serviço" e para ações de integração dos colaboradores, contando-se com uma visão de conjunto do próprio Centro Espírita.
Há muitas práticas interessantes no Movimento Espírita brasileiro, mas optamos por destacar a proposta e a experiência de Mário da Costa Barbosa (1936-1990), que conhecemos pessoalmente. O citado livro apresenta uma fundamentação espírita sobre a metodologia do espaço de convivência, criatividade e educação, e entendemos que a espinha dorsal da proposta não está circunscrita apenas a uma área de atuação, porque perpassa e são aplicáveis a todas as atividades do centro espírita. A vivência dele está registrada no livro Conviver para amar e servir (9), editado pela FEB, durante nosso período como presidente da instituição.   
O papel do “Consolador prometido” em nossos dias 
Em nossos dias, são muito necessárias profundas reflexões e análises sobre os rumos do Movimento Espírita, sendo sugestivas as ilustrações da “esquina de pedra”, o rompimento com o farisaísmo feito por Paulo e a opção pela simplicidade de Chico Xavier.
Essas ideias estão presentes no livro nosso sobre o centro espírita, que trata de temas como antecedentes históricos, fundamentos para a ação espírita, cenário de espíritas e de centros espíritas no país, estudo espírita, prática espírita, difusão do Espiritismo e a união dos espíritas.
Enfim, além de se meditar sobre o papel do "Consolador prometido" no contexto de nossos dias, enfeixamos com um registro que deve nortear nossas reflexões para repensarmos os centros espíritas:        
"Fiz-me como fraco para os fracos, para ganhar os fracos. Fiz-me tudo para todos, para por todos os meios chegar a salvar alguns. E eu faço isto por causa do evangelho, para ser também participante dele." – Paulo.(10)
“A bandeira que desfraldamos bem alto é a do Espiritismo cristão e humanitário, em torno da qual já temos a ventura de ver, em todas as partes do globo, congregados tantos homens, por compreenderem que aí é que está a âncora de salvação, a salvaguarda da ordem pública, o sinal de uma era nova para a humanidade.” – Allan Kardec. (11)  

Referências: 
1) Carvalho, Antonio Cesar Perri. Epístolas de Paulo à luz do Espiritismo. Matão: O Clarim.
2) Carvalho, Antonio Cesar Perri. Centro espírita. Prática espírita e cristã. São Paulo: USE.
3) Kardec, Allan. Trad. Ribeiro, Guillon. O Evangelho segundo o Espiritismo. Cap.6. item 5. Brasília: FEB.
4) Tavares, Clóvis. Amor e sabedoria de Emmanuel. Cap.4 e 5. São Paulo: Ed. Calvário. 1970.
5) Rodrigues, Wallace Leal V. A esquina de pedra. Cap. XIII. Matão: Ed. O Clarim.
6) Atos, 4.11.
7) Xavier, Francisco Cândido. Pelo Espírito Emmanuel. Paulo e Estêvão. Ed.esp. 2aparte, cap.4. Brasília: FEB.
8) Kardec, Allan. Trad. Ribeiro, Guillon. O Evangelho segundo o Espiritismo. cap.VI, item 5. Brasília: FEB.
9) Sarmento, Helder Boska de Moraes et al (Orgs.) Conviver para amar e servir. Brasília: FEB.
10) Coríntios, 9.22-23.
11) Kardec, Allan. Trad. Ribeiro, Guillon. O Livro dos Médiuns. Item 350. Brasília: FEB. 

Antonio Cesar Perri de Carvalho, ex-presidente da USE-SP e ex-membro da Comissão Executiva do CEI, foi presidente da Federação Espírita Brasileira. 

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